Posts de abril \27\UTC 2011

h1

“O Mundo dos Jornalistas”

27/04/2011

Por Isabeli Baruffaldi

“O Mundo dos Jornalistas” é um livro que relata o dia-a-dia destes profissionais em busca da notícia. A autora Isabel Siqueira Travancas, faz uma análise minuciosa sobre a profissão e o funcionamento das empresas jornalísticas, além de mostrar o cotidiano de repórteres em seu ambiente de trabalho e em sua vida pessoal.

É uma obra indispensável aos estudantes, profissionais da área e interessados em conhecer o mundo do Jornalismo, pois a autora trata o tema de forma fascinante.

De leitura fácil, empolga qualquer um a se tornar jornalista, já que esta profissão muitas vezes é invejada pelos seus privilégios, e ao mesmo tempo construída com muito sacrifício. Para obter sucesso na carreira, o jornalista tem consciência de que é necessário “deixar” um pouco de lado a vida, do contrário, poderá não ter o reconhecimento que tanto almeja.

A autora relata ainda como é a vida de três repórteres de diferentes áreas: um que atua em jornal impresso, um na TV e outro em rádio, e mostra a diferença de como é feita a reportagem em cada veículo de comunicação, até o modo de vestir de cada um.

No desfecho, a autora relembra os “eternos jornalistas”, que fizeram parte da história jornalística no Brasil e que merecem respeito pelo trabalho que desenvolveram e pelo ensinamento deixado aos futuros profissionais, além de um capítulo especial aos “jovens jornalistas”, como ela cita, que aborda a identidade social dos “focas”.

h1

VINCERE

26/04/2011

Por Andréa Alves

É um erro gritar a verdade o tempo todo, mesmo que a verdade precise ser gritada.” (Benito Mussolini – VINCERE)

“Vincere”, um filme de Marco Bellocchio, conta a mais obscura das histórias da vida de Benito Mussolini, um dos principais líderes do Fascismo.

Ainda jovem Benito conhece Ida Dasler, com quem tem um filho, Benito Albino, o primogênito do ditador italiano.

Ida acreditando nas ideias revolucionárias de seu amado e completamente apaixonada, vende tudo o que tem para financiar o jornal II Polo d’Italia, fundado por Mussolini, que se tornaria a base do movimento fascista e o pontapé inicial para a fundação do Partido Fascista.

Os “belos” feitos do ditador italiano todos já conhecíamos, mas o que poucos sabiam é que este homem foi mais cruel em sua vida pessoal do que como estadista.

Após o início da 1ª Guerra Mundial ele se alista e some; quando retorna, tem uma nova família.

Inconformada com sua condição, Ida luta por seu justo e merecido lugar ao lado do líder fascista e o reconhecimento de seu filho por ele, mas ele os rejeita e para calar a primeira esposa, a interna em um manicômio, onde passa 11 anos separada do herdeiro, Benito Albino.

Ela, por diversas vezes, tenta ser ouvida e provar sua sanidade, porém tudo é inútil, já que era mantida em cárcere por ordens diretas do “grande” líder italiano, sendo assim ninguém tinha a coragem de contrariá-lo.

Duce, como Mussolini era chamado, manteve Ida internada até sua morte, em 1937. Benito Albino morreu aos 26 anos, em 1942, também em um hospital psiquiátrico, onde havia sido colocado por ordens do próprio pai.

A Itália foi libertada do Fascismo em 1945, e nesse mesmo ano Benito Amilcare Andrea Mussolini foi fuzilado pela resistência italiana.

O longa-metragem “Vincere” não é apenas um relato histórico, mas também o triste desenho de como um ser humano pode ser cruel simplesmente pelo prazer.

Um filme que choca e emociona.

h1

Ética, Estratégia e Comunicação: uma questão de interdependência

25/04/2011

Por Florence Manoel

A Ética é a área da Filosofia destinada a direcionar a conduta humana mediante padrões morais construídos culturalmente nas mais diversas épocas e lugares, proporcionando noções de justiça e equilíbrio social. Atualmente esse conjunto de valores é muito discutido e aplicado a situações específicas, de acordo com as peculiaridades de cada profissão. Na Comunicação, em particular, o discurso é demasiadamente relevante, uma vez que a ética apresenta-se como começo, meio e finalidade.

“Comunicar-se” é tornar comum, é compartilhar ideias, princípios e saberes e, é por meio dessa interação que os princípios éticos se dissipam.

Paralelamente, a ética atua regulando as estratégias comunicacionais, pois pretende impedir que interesses políticos, ideológicos ou de quaisquer outras naturezas interfiram na exposição de informações, comprometendo a coerência com os fatos.

Em alguns casos, como o das denúncias feitas ao CONAR (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), a própria ética funciona como estratégia de grupos capitalistas que observam as falhas dos concorrentes e os delatam  com a intenção de impedir  suas ações ou macular sua imagem junto ao consumidor.

Assim, ética, estratégia e comunicação estão quase sempre interligadas, de uma maneira ou de outra, como componentes de um curioso e vicioso círculo: cabe aos profissionais da comunicação usarem tal interdependência de maneira criativa, alcançando a credibilidade tão indispensável a quem comunica.

h1

19 de abril – Dia do Índio

19/04/2011

Texto e Fotos Andréa Alves

Ubiranan Pataxó

Irônico o Brasil pouco lembrar e menos ainda comemorar o dia dos primeiros habitantes dessa terra varonil.

O dia do Índio cada ano que passa tem sido mais esquecido, assim como o povo indígena também tem sido esquecido por todos.

Leis são criadas para defender as terras e os próprios índios, mas na prática quase nada é feito; muitos deles morrem por falta de cuidados médicos, e essas mortes se devem em grande maioria por doenças trazidas a eles pelos “brancos”.

Até quando haverá esse descaso com a população indígena? Será que os governantes e a própria sociedade esperarão a total destruição da cultura e do povo indígena para pensarem em tomar alguma atitude?

A grande maioria não se lembra que muito do que temos, somos e sabemos, deve-se a esse povo que há muito habitavam essas terras antes da colonização portuguesa.

Hoje, as poucas tribos indígenas que restaram são obrigadas a viverem como hippies, garantindo seu sustento através do artesanato que vendem.

Um povo quando se esquece de onde veio e onde estão suas raízes está destinado à extinção, assim como tudo o que estiver a sua volta.

h1

“A Vida Durante a Guerra” – Uma abordagem peculiar

18/04/2011

 Por Florence Manoel

Ganhador do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza em 2010, A Vida Durante a Guerra, de Todd Solondz, aborda, com ousadia e refinada ironia,  temas como pedofilia e terrorismo, além de questionar deliberadamente o “perdoar” e o “esquecer”.

O filme retrata a história de Trish, mãe de três filhos, cujo ex-marido encontra-se preso por abuso sexual infantil. Ela tenta superar o passado obscuro e recontruir sua vida, poupando os filhos mais jovens do conhecimento da verdadeira situação do pai, que eles acreditam estar morto.

Apesar do empenho da personagem em projetar uma realidade inventada, Timmy, seu filho do meio, acaba descobrindo os crimes do pai, mediante um colega da escola. O garoto é peça chave no filme, uma vez que é ele quem levanta uma série de questões referentes à natureza humana.

Paralelamente, outros dramas se desenvolvem: a perturbarda Joy, irmã de Trish abandona seu companheiro após constatar que não pode curá-lo de suas perversões e, passa a dialogar com o fantasma de seu ex-namorado; Bill, ex-marido de Trish, sai da prisão e procura seu primogênito a fim de descobrir se o rapaz apresenta algum desvio sexual que possa lhe trazer problemas futuros.

O título do filme é uma brilhante metáfora que induz à reflexão sobre a complexidade dos relacionamentos e o grande desafio de viver. O diretor demonstra grande sensibilidade e astúcia ao tratar de tabus justamente por meio da inocente percepção de um pré-adolescente.

“A Vida Durante a Guerra” é continuação do filme “Felicidade”, do mesmo diretor, de 1998 e está na programação do Festival Sesc Melhores Filmes 2011.

h1

RIO, o filme

15/04/2011

Por Andréa Alves

Sem o glamour da Disney, sem o charme da Pixar, o novo filme dos criadores de “A Era do Gelo” deixa a desejar.

É sem dúvida uma animação bonita de se ver, a produção realmente está maravilhosa, os detalhes e o requinte são surpreendentes, mas nada disso encobre o roteiro preconceituoso por trás de tanta beleza.

“Rio” é um filme pra americano assistir, para americanos totalmente ignorantes em relação ao Brasil.

O que é mostrado nesse desenho “quase” inocente é a mesma visão errônea do filme “Turistas” (2006), produzido por John Stockwell.

O tráfico de animais silvestres é o foco principal do filme, onde ressaltam também a criminalidade praticada até por crianças e ainda por uma quadrilha de macacos. Sim, macacos que frequentam as praias cariocas e roubam os turistas.

Mas o que realmente me deixa constrangida é este ser um filme dirigido por um brasileiro, Carlos Saldanha, o mesmo diretor de “A Era do Gelo 2 e 3”.

Saldanha diz ser este filme uma homenagem ao Brasil – homenagens assim são aquelas do tipo que poderiam não existir.

Sem dúvida, “Rio” é o Cavalo de Tróia que o 20th Century Fox e Blue Sky Studios deram ao nosso País.

h1

Exposição ‘Porto & Alma’ é aberta ao público

13/04/2011

Por Isabeli Baruffaldi

 

A exposição “Porto & Alma – História da Imigração em Catanduva’ foi aberta ao público na última terça-feira (12), na Estação Cultura, em Catanduva. O evento faz parte das comemorações aos 93 anos de emancipação política da cidade.

Durante a inauguração, músicos tocaram e cantaram ao público presente. Devido à forte chuva registrada na noite de abertura, a apresentação de danças flamencas teve de ser cancelada.

“Porto & Alma” reúne textos, documentos, fotos e objetos das famílias que imigraram para o município de Catanduva e, assim, contribuíram com a cultura local. Ao todo a exposição traz vasto material de seis grupos étnicos: japonês, italiano, português, libanês, judaico e espanhol.

“A população pode ter acesso à cultura de cada comunidade, com objetos pessoais dessas famílias, como instrumentos musicais, além de fotos antigas e vestimentas”, explica Muhammed Baker, um dos organizadores do evento.

A exposição está aberta gratuitamente para visitação pública todos os dias, de segunda a sexta, em horário comercial (das 9h às 17h), e aos sábados e domingos, das 9h às 16h.

 Museu

Junto à exposição “Porto & Alma”, na Estação Cultura, está aberto ao público o acervo do Museu Municipal de Catanduva, que conta com instrumentos antigos, equipamentos fotográficos e materiais sobre a Revolução de 32 e a Segunda Guerra Mundial, além de uma galeria de fotos das orquestras e bandas antigas da cidade. O museu funciona todos os dias temporariamente na Estação Cultura.

h1

Mídia sensacional

08/04/2011

Por Nágila Câmara

O jornalismo existe para tratar os fatos da maneira mais objetiva e imparcial possível. Embora não seja exatamente isso o que acontece na prática.

Muitas vezes, nos vemos cercados de subjetividades implícitas e parcialidades que avassalam, principalmente, a opinião pública em casos de grande repercussão e até aqueles brevemente comentados pela mídia. O fato é que alguns veículos de comunicação vão além, e insistem em romper com a chamada “ética jornalística”.

Esse conjunto de princípios morais que devem ser respeitados no exercício de uma profissão acaba se confrontando com os ideais daqueles que a exercem. O problema é quando essas tais ideologias interferem na transmissão das informações, sendo elas relevantes ou não.

Todos os que se atrevem a escrever uma notícia precisam tomar os devidos cuidados para não ultrapassarem o estreito limite que separa o informativo, o interpretativo e o opinativo. Mesmo não sendo intencionalmente (por parte de alguns), os jornalistas são os responsáveis pela formação da concepção de quem os lê ou ouve.

Recentemente, o caso do jovem Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, que atirou e matou 12 crianças em uma escola municipal em Realengo, no Rio de Janeiro, – além de ferir a outras e cometer suicídio após ser baleado por um policial quando se dirigia ao terceiro andar do prédio, evitando uma tragédia ainda maior – choca o país tanto pela brutalidade das mortes e a frieza do rapaz quanto pela cobertura promovida pelas redes midiáticas.

O sofrimento das famílias das vítimas é explorado descaradamente. A família do atirador é questionada o tempo todo, na tentativa de encontrarem uma justificativa plausível para o ocorrido. Não obstante, revelam detalhes sórdidos, que não acrescentam em nada, e acarretam em pré-julgamentos, inclusive, de práticas religiosas das quais o “réu” nem sequer participava ativamente.

Uma dose “singela” de sensacionalismo, acrescido de ideologias de ambas as partes (dos que revelam a notícia e do responsável por seu acontecimento), um pouco de transtornos psicológicos e um passado de sofrimentos e, no entanto, não se sabe explicar a motivação do crime.

Enfim, o modo como a imprensa trabalha para transmitir informações a seus “expectadores” atrapalha a percepção e a conclusão da sociedade, determinadas pessoas não desenvolvem uma interpretação particular, apenas fundam suas opiniões com base no que a mídia lhes oferece.

Esse rompimento com a ética jornalística é um caminho perigoso e vicioso que, acima de tudo, prejudica o próprio veículo que o promove, tornando-o mal visto aos olhos dos que procuram credibilidade e informações reais, sem interpretações parciais e convenientes. E, contrariando Nicolau Maquiavel, os fins (vender a notícia) não justificam os meios (invadir o padecimento alheio para penetrar a sensibilidade das pessoas).

h1

Preconceito, não!

03/04/2011

Por Isabeli Baruffaldi

Deu o que falar o caso do deputado Jair Bolsonaro, que durante o quadro de perguntas e respostas “O Povo Quer Saber”, do CQC, na Band, ofendeu os homossexuais, dizendo que o filho dele teve boa educação e que ele foi um pai presente, por isso não corre o risco de ser gay.

Além disso, o parlamentar respondeu a uma pergunta sobre cotas raciais e revelou que é contra, porque ‘não entraria num avião pilotado por um cotista, e muito menos deixaria ser operado por um médico cotista’.

Mas ao responder o que ele faria se o filho namoraria uma garota negra, pergunta feita pela cantora Preta Gil, Bolsonaro pegou pesado: não iria discutir sobre aquela promiscuidade, pois o filho ‘foi bem educado e não foi criado em um ambiente como o dela’. Isto deixou Preta furiosa, a ponto de querer processar o deputado.

Acho mais que justo a atitude da artista, até porque ela é filha de um dos maiores nomes da música brasileira e, que foi por cinco anos e meio, Ministro da Cultura no Brasil. Todos se revoltaram contra Bolsonaro pela falta de respeito com a população que votou nele, pois no mundo atual, já era pra ter acabado o preconceito. Isto foi também para que antes de as pessoas votarem em qualquer político, é bom parar e pensar quem merece o voto, para que não aconteça mais esses preconceitos por alguém que representa o Brasil.

Outro caso semelhante que obteve repercussão nacional foi o caso do jogador Maicon, do ‘Vôlei Futuro’, de Araçatuba. Durante partida contra o Cruzeiro, a torcida adversária começou a gritar sem parar: “bicha” (o jogador é homossexual).

Tudo isto é uma tremenda falta de respeito com o ser humano, pois cada um faz a opção sexual que bem entender e ninguém tem nada a ver o outro. Os órgãos responsáveis, as autoridades e os representantes dos Direitos Humanos deveriam identificar as pessoas que cometeram os crimes, e assim deixar a justiça puni-las, de acordo com a lei. Quem sabe assim acaba-se de vez com o preconceito, e os indivíduos passam a ter mais respeito com o próximo.

h1

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

01/04/2011

Por Nágila Câmara

O filme francês, protagonizado por Audrey Tautou, conta as mudanças que ocorreram na vida de Amélie Poulain, uma jovem de 23 anos, após encontrar uma caixinha de recordações no banheiro de seu apartamento.

Quando entrega a caixa a seu verdadeiro dono e nota a felicidade com que o homem recebera a lembrança, ela decide, então, ajudar as pessoas a mudarem seus destinos, sem que elas percebam sua influência. Mas, com isso, Amélie também tem o seu próprio destino transformado.

O diretor Jean-Pierre Jeunet fornece, ao longo do filme, altas doses de informações que chegam aos ouvidos dos espectadores de maneira agradável e, assim, são facilmente interpretadas e digeridas. Outro aspecto que chama a atenção é a fotografia, com cores vibrantes, intensas e belas, que enchem os olhos.

Além disso, a presença de um narrador e o carisma de Audrey (que interpreta Amélie, uma garota que vive em Paris, em seu mundinho particular, e possui alguns prazeres diferentes, como enfiar a mão bem fundo no saco de sementes e atirar pedras no canal) conferem à obra um tom de conto de fadas, o que aguça a curiosidade e o desejo por um final feliz. E, ainda, desperta a vontade de encontrar uma caixinha de recordações que também possa mudar as nossas vidas.

“Amélie Poulain” é surpreendente, leve, alegre, interessante, enfim, se existe uma palavra capaz de expressar o que esse filme suscita, essa palavra seria: encantamento.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.