Por Andréa Alves
Enfim… o fim das Amélias… daquelas que tudo faziam por outrem… e nada faziam por si… Enfim… o fim das torres altas… daquelas criadas para opressão dos desejos… mesmo que o maior desejo fosse o fim… Enfim… o fim do amor idealizado… daquele que era unilateral… subjetivo e irreal…
O fim das velhas coisas… O fim dos velhos conceitos… O fim dos pré-conceitos… O fim dos teares… O fim das tecelãs… O fim dos velhos tapetes… O fim de uma vida…
Bom e ruim se misturam… Sonhos e pesadelos se misturam… Fantasias e realidades se misturam… Começo e fim se misturam…
E com o fim… um novo começo… o começo a partir do fim… onde tudo começou… tudo acabou… acabou começando… começando do fim… então só basta concluir… enfim o fim!
(Baseado no texto ‘A moça tecelã’ de Marina Colasanti)
